NR18 - Plataformas

Plataformas de Trabalho Aérero. Esta instrução tem como objetivo a atualização teórica e prática para participantes nos trabalhos com movimentação de cargas [principalmente relacionados a NR 11]. A movimentação de cargas tem como objetivo facilitar o transporte, a montagem e o armazenamento das cargas.

Para elaboração deste material, usei com Base vários artigos encontrados em sites na Internet. Tive como maior base, em matéria de imagens e artigos, o Ambiente SST - que eu consulto sempre e gosto muito do material e assuntos apresentados. Não adiantaria reinventar a roda...

Acho que não daria para falar de qualquer maquinário para movimentação, transporte e armazenamento, sem falar dos riscos e perigos encontrados no manuseio destes produtos. São várias Normas a serem consultadas, principalmente as Normas Regulamentadoras, que estão presentes em tudo que possa ser dito sobre Segurança e Saúde do Trabalho. Existem diferentes definições e interpretações a respeito dos termos perigo e risco. No entanto, basicamente, podemos definir como:

“Risco é a probabilidade ou chance de lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 675).
“Perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de causar ou contribuir para uma lesão ou morte” (Sanders e McCormick, 1993, p. 675).

NR 18 - Plataformas de Trabalho Aéreo.

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Acesse a Aula que foi base do Treinamento em Sala de Aula. Expanda o conteúdo e controle a apresentação. Bom para as reuniões de CIPA; Simpósios, etc.


Roteiro atualizado para as aulas práticas



Roteiro com especificações das plataformas




Em caso de dúvidas, entre em contato


Nos termos da segurança e saúde do trabalho é muito importante saber a diferença entre perigo e risco. Os termos perigo e risco na segurança do trabalho são resultantes de uma tradução ineficiente do inglês, por isso que no Brasil as vezes são utilizados de maneira confusa, gerando algumas dúvidas.

Risco e perigo andam juntos

O perigo define-se como a fonte, situação ou evento com potencial de causar danos à integridade física do trabalhador, as instalações e/ou aos equipamentos do ambiente de trabalho.

Segundo a norma regulamentadora nº 10 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, determina o termo perigo como toda situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.



O risco define-se como a probabilidade de ocorrência a determinada situação ou evento potencialmente perigoso à integridade física do trabalhador, as instalações e/ou aos equipamentos do ambiente de trabalho, em decorrência da efetividade e exposição ao perigo.



Da mesma forma, a norma regulamentadora nº 10 também conceitua a expressão risco como a capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas.

Exemplos de Perigo e Risco

Exemplo 1:
Ação/Atividade: Dirigir um trajeto embriagado;
Perigo: Dirigir embriagado;
Risco: Morte, acidente, danos materiais, etc.

Exemplo 2:
Ação/Atividade: Transporte de carga na empilhadeira;
Perigo: Operador de empilhadeira não habilitado e autorizado pela empresa;
Risco: Acidente, morte, danos materiais, etc.

Exemplo 3:
Ação/Atividade: Lavar o piso do local de trabalho;
Perigo: Piso escorregadio;
Risco: Queda, acidente, ferimentos, etc.
É importante destacar que somente haverá o risco caso exista aproximação do trabalhador e terceiros ao perigo, pois o risco está associado diretamente à exposição ao perigo.

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Já vi também gente falando que perigo é um leão na jaula, e risco é abrir a jaula. Mas, a não ser que você trabalhe em um circo, esta definição não ajuda muito...
A partir da existência de uma aproximação ao perigo, aumenta-se a exposição e consequentemente, o risco.
Portanto, podemos afirmar que inicialmente surge o perigo para que depois, se houver exposição, surja o risco.

Qual a Diferença entre Perigo e Risco?

Basicamente, podemos estabelecer a diferença entre o perigo e risco da seguinte maneira:

Perigo – É a fonte geradora capaz causar danos corporais e materiais;
Risco – É a exposição ao perigo, ou seja, o risco é resultante da exposição a determinado perigo;

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Dessa forma, devemos identificar os perigos, estabelecer os riscos, levando em consideração a probabilidade e a gravidade dos riscos. Tal como, se necessário, preparar o plano de ação de controle dos riscos.


Como eliminar riscos?


Qual a diferença entre APR e PT?



APR [Análise Preliminar de Risco]
Ferramenta de análise de Risco que permite em primeira instância identificar e analisar de forma abrangente os riscos potenciais que poderão encontrar-se presentes durante a realização de um serviço.
Os riscos identificados mediante este método devem ser avaliados com relação a sua frequência, grau de severidade e consequências, devendo-se considerar os danos resultantes, sejam estes pessoais ou materiais.
PTR [Permissão de Trabalho de Risco]
Autorização escrita em formulário padronizado, emitida e liberada por pessoal habilitado e credenciado.
Definindo condições e métodos seguros para a realização de uma determinada atividade, devendo este documento ser de conhecimento de todos os executantes da atividade.

MEDIDAS DE CONTROLE - COMO REDUZIR O RISCO
Agora que sabemos que o risco depende da exposição ao perigo, se quisermos controlá-lo podemos fazer de duas formas: eliminando o perigo ou reduzindo a exposição a ele.
Segundo a OHSAS 18001, as medidas de controle de riscos devem seguir a seguinte sequência hierárquica:

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- Eliminação;
- Substituição;
- Controles de Engenharia;
- Sinalização / alertas e/ou controle administrativos;
- Equipamentos de Proteção Individual - EPI.

Se analisarmos profundamente estas medidas de controle sugeridas pela OHSAS 18001, perceberemos que elas se resumem em atuações para eliminar o perigo ou limitar a exposição a ele.
A Eliminação e a Substituição atuam geralmente na fonte do perigo.
Por outro lado, os controles de engenharia, a sinalização, os alertas, os controles administrativos visam diminuir a exposição do trabalhador ao evento perigoso. Por último, nos casos em que não se consegue eliminar o perigo, nem controlar a exposição ao evento danoso, utilizam-se os equipamentos de proteção individual.
Por exemplo:
a retirada de um produto químico armazenado indevidamente em um ambiente de trabalho é uma forma de eliminação da fonte de perigo no ambiente de trabalho;
a troca de máquina rotativa por outra sem estrutura rotativa, ou de um equipamento com pouco isolamento térmico por outro com melhor isolamento térmico de tal forma que sua superfície não fique aquecida são exemplos de controle do perigo através da substituição;
Contudo, nem sempre será possível eliminar o perigo do ambiente de trabalho, seja por limitações tecnológicas ou econômicas. Nestes casos, é recomendado que se atue na limitação da exposição. São os casos dos controles de engenharia, da sinalização, dos alertas e dos controles administrativos.
Por exemplo:
A instalação de um exaustor em uma atividade de soldagem é um controle de engenharia com instalação de uma medida de proteção coletiva que evita que os trabalhadores fiquem expostos àqueles agentes nocivos (fumos de solda) oriundos da atividade; A sinalização de áreas perigosas, os bloqueios de acesso, os alertas são meios de evitar a aproximação das pessoas aos eventos perigosos
A emissão de ordens de serviço, permissões para o trabalho, controle de acesso de pessoas a áreas perigosas são medidas que limitam o número de funcionários ao evento perigoso, controlando o risco nas atividades. O uso de Equipamento de Proteção Individual é indicado quando há inviabilidade técnica das medidas expostas acima, quando elas não forem suficientes para eliminar o risco ou encontrarem-se em fase de estudo, planejamento, implantação, em caráter complementar ou emergencial.
Por exemplo:
Imagine a situação de uma obra. A empresa está construindo uma edificação que se encontra no décimo pavimento, ela utiliza rede de proteção periférica, e plataformas principais e secundárias de acordo com a NR18, além disso tem sinalização em toda obra sobre os riscos de queda de materiais, essas medidas são medidas de engenharia e de sinalização, mas são insuficientes para eliminar o risco, uma vez que muitos funcionários transitam em baixo da obra.
Neste caso, é recomendado o uso do Capacete com Carneira para proteger contra queda de materiais na cabeça. Perceba que em muita situação as medidas de controle prioritárias não serão suficientes para eliminar o risco, devido às impossibiIidades de eliminação do perigo ou limitação da exposição do trabalhador.
Nestes casos, o uso do Equipamento de Proteção Individual - EPI é o mais indicado.

Agora que já fizemos uma revisão das Normas atinentes ao processo, principalmente a NR 18, e estamos “afiados” quanto aos conceitos de Perigo e Risco , também algumas Normas Regulamentadoras aparecerem para “reforçar” o conteúdo, estamos prontos para a atualização do maquinário Plataformas de Trabalho Aéreo [Geni Gs 3232 e Star 10].
O importante nesta atualização, é que conceitos sejam revisados e colocados em prática nas aulas práticas que faremos mais tarde.
“Lembrem-se de que nem todo mundo sabe tudo e, muito menos os bobinhos – aparentemente, não sabem nada.”








Introdução – Plataformas de Trabalho Aéreo.

NR18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

A segurança
As plataformas foram desenvolvidas para dar segurança ao trabalhador.
O trabalho realizado com a plataforma evita que o trabalhador corra riscos de quedas em escadas, andaimes ou passarelas.
Todas as plataformas aéreas de trabalho estão equipadas com dispositivos de segurança que seguem a normativa vigente a NR 18.
Para utilização das plataformas o trabalhador recebe do Fabricante ou pessoa especializada treinamento, carteira de habilitação de operação do equipamento e um Certificado do curso.

O Conforto
Utilizando plataformas elevatórias elimina a necessidade de transportar andaimes, caminhar sobre estruturas perigosas, realizar esforço físico para elevar materiais, ferramentas e trabalhar em lugares incômodos.

FORMAÇÃO E CONHECIMENTOS DO OPERADOR.
O operador deve ter formação adequada e ter sido treinado por instrutor qualificado.
Somente pessoas devidamente autorizadas e qualificadas podem operar as Plataformas.

RISCOS DE TROPEÇAMENTO E QUEDA
Antes de operara máquina, verificar se todas as cancelas se encontram fechadas e trancadas na posiçãode segurança
Durante a operação, os ocupantes da plataforma deverão usar cintos de segurança (tipo paraquedista), com um cabo devidamente preso em um ponto de fixação na plataforma aérea. Fixar apenas um cabo de segurança a cada ponto.

REDE DE ALTA TENSÃO
MANTENHA DISTÂNCIA RECOMENDADA DE REDES ELÉTRICAS

ATENÇÃO
Não aproxime o equipamento de redes elétricas, a menos que todas as precauções de segurança tenham sido tomadas.
Verificar sempre se as ferramentas elétricas se encontram bem armazenadas e nunca com os cabos de alimentação suspensos da plataforma.
Não permitir a suspensão de materiais ou ferramentas fora da plataforma.

CAPACIDADE DE CARGA
Para cada modelo de equipamento tem-se um limite de carga máxima permitida.
Respeite os limites de carga e tenha um trabalho seguro.

DESLOCAMENTO
A velocidade de deslocamento dos equipamentos variam de 0,6 a 6 Km/h (em média) ou dependendo da plataforma estes valores são diferentes.
Temos 2 variantes de deslocamento:
Com o equipamento na posição recolhida (velocidade alta).Com o equipamento na posição elevada (velocidade baixa ou velocidade de segurança).
Deslocamento de ar (Vento)
Cuidado com o Vento.
Máxima de 45 km/h
Ventos acima de 45 km/h recolher a plataforma. (cesto)

ATENÇÃO AS MANOBRAS
Evite manobras bruscas
Esteja sempre com o cinto de segurança conectado
Certifique-se que nada obstrui o caminho
Concentre-se na sua operação

Vídeos de apoio



Projeto Série 100% Seguro | Plataformas Aéreas [Parte 1]



Publicado em 20 de jun de 2013 [Canal SESI Youtube]

A plataforma aérea é um equipamento que facilita o serviço em altura na construção civil, e trabalhar com ela é uma tarefa delicada.
Para operá-la, é importantíssimo ser capacitado e conhecer profundamente o manual de instruções, que deve estar sempre à mão, em português, mesmo se o equipamento for alugado.
Cada plataforma aérea tem detalhes diferentes, todas precisam dos itens de proteção com especificações do fabricante. Um deles é o dispositivo de segurança, que garante nivelamento perfeito. Outros são o guarda-corpo e a alça de apoio interno. O botão de parada de emergência, que fica no painel de controle, tem que ser checado. Se houver pane elétrica, hidráulica ou mecânica, ele leva todo mundo para o chão sem problemas.
Atenção: o equipamento precisa de um sistema sonoro automático, a ser acionado toda vez que a plataforma estiver em subida ou descida.

Projeto Série 100% Seguro | Plataformas Aéreas [Parte 2]



Publicado em 20 de jun de 2013 [Canal SESI Youtube]

Para operar a plataforma aérea, é preciso conhecer mais alguns detalhes.

Só trabalhador qualificado pode fazer instalação, manutenção e inspeção diária. Um profissional legalmente habilitado supervisiona toda a equipe.
Antes de começar, confira o estado das peças, faça o teste para garantir o funcionamento de tudo: dispositivo de segurança do equipamento; controle de operação e emergência; dispositivo de proteção individual e contra quedas; sistema de ar, hidráulico e de combustível; painéis, cabos e chicotes elétricos; pneus, rodas, placas, sinais de aviso e de controle; estabilizadores, eixos expansíveis e a estrutura em geral.

Projeto Série 100% Seguro | Plataformas Aéreas [Parte 3]




Publicado em 20 de jun de 2013 [Canal SESI Youtube]
Na terceira e última parte das dicas sobre plataformas aéreas, entenda a importância de fazer a inspeção visual diariamente e como manobrar o equipamento dentro do canteiro de obras.
Depois dos testes de funcionamento e da inspeção visual, é hora de pilotar a máquina. Use sempre o cinto de segurança do tipo paraquedista, ligado ao guarda-corpo.
A visão do caminho deve ser clara e ampla. Afaste-se de rampas, barreiras, depressões e obstáculos aéreos. Cheque as distâncias mínimas no projeto ou na ordem de serviço.




Material de Consulta para as Aulas
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AULA MINISTRADA [PPT]

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AULA MINISTRADA [ROTEIRO]

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Manuais de Operação

- GS 3232

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- Haulotte STAR 10

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Vídeos [Haulotte STAR 10]



Vídeo [Haulotte STAR 10]








NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

ANEXO IV – PLATAFORMAS DE TRABALHO AÉREO
(Alterado pela Portaria SIT n.º 40, de 7 de março de 2008)
.

1 Definição
1.1 Plataforma de Trabalho Aéreo – PTA é o equipamento móvel, autopropelido ou não, dotado de uma estação de trabalho (cesto ou plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de erguer-se para atingir ponto ou local de trabalho elevado.

2 Requisitos Mínimos de Segurança
2.1 A PTA deve atender às especificações técnicas do fabricante quanto a aplicação, operação, manutenção e inspeções periódicas.

2.2 O equipamento deve ser dotado de:
a) dispositivos de segurança que garantam seu perfeito nivelamento no ponto de trabalho, conforme especificação do fabricante;
b) alça de apoio interno;

c) guarda-corpo que atenda às especificações do fabricante ou, na falta destas, ao disposto no item 18.13.5 da NR-18;

d) painel de comando com botão de parada de emergência;
e) dispositivo de emergência que possibilite baixar o trabalhador e a plataforma até o solo em caso de pane elétrica, hidráulica ou mecânica;
f) sistema sonoro automático de sinalização acionado durante a subida e a descida.

2.2.1 É proibido o uso de cordas, cabos, correntes ou qualquer outro material flexível em substituição ao guardacorpo.

2.3 A PTA deve possuir proteção contra choques elétricos, por meio de:

a) cabos de alimentação de dupla isolação;
b) plugs e tomadas blindadas;
c) aterramento elétrico;
d) Dispositivo Diferencial Residual (DDR).

3 Operação

3.1 Os manuais de operação e manutenção da PTA devem ser redigidos em língua portuguesa e estar à disposição no canteiro de obras ou frentes de trabalho.
3.2 É responsabilidade do usuário conduzir sua equipe de operação e supervisionar o trabalho, a fim de garantir a operação segura da PTA.
3.3 Cabe ao operador, previamente capacitado pelo empregador na forma do item 5 deste Anexo, realizar a inspeção diária do local de trabalho no qual será utilizada a PTA.

3.4 Antes do uso diário ou no início de cada turno devem ser realizados inspeção visual e teste funcional na PTA, verificando-se o perfeito ajuste e funcionamento dos seguintes itens:
a) Controles de operação e de emergência;
b) Dispositivos de segurança do equipamento;
c) Dispositivos de proteção individual, incluindo proteção contra quedas;
d) Sistemas de ar, hidráulico e de combustível;
e) Painéis, cabos e chicotes elétricos;
f) Pneus e rodas;
g) Placas, sinais de aviso e de controle;
h) Estabilizadores, eixos expansíveis e estrutura em geral;
i) Demais itens especificados pelo fabricante.

3.4.1 A inspeção visual deve contemplar a correta fixação de todas as peças.

3.4.2 É responsabilidade do usuário fornecer ao operador responsável o manual de procedimentos para a rotina de verificação diária.

3.5 Antes e durante a movimentação da PTA, o operador deve manter:
a) visão clara do caminho a ser percorrido;
b) distância segura de obstáculos, depressões, rampas e outros fatores de risco, conforme especificado em projeto ou ordem de serviço;
c) distância mínima de obstáculos aéreos, conforme especificado em projeto ou ordem de serviço.
3.5.1 O operador deve limitar a velocidade de deslocamento da PTA, observando as condições da superfície, o trânsito, a visibilidade, a existência de declives, a localização da equipe e outros fatores de risco de acidente.
3.5.2 A PTA não pode ser deslocada em rampas com inclinações superiores à especificada pelo fabricante.

3.6 Quando houver outros equipamentos móveis ou veículos no local, devem ser tomadas precauções especiais, especificadas em projeto ou ordem de serviço.
3.7 A PTA não deve ser posicionada junto a qualquer outro objeto que tenha por finalidade lhe dar equilíbrio.
3.8 O equipamento deve estar afastado das redes elétricas de acordo com o manual do fabricante ou estar isolado
conforme as normas específicas da concessionária de energia local, obedecendo ao disposto na NR-10.
3.9 A área de operação da PTA deve ser delimitada e sinalizada, de forma a impedir a circulação de trabalhadores.
3.10 A PTA não deve ser operada quando posicionada sobre caminhões, trailers, carros, veículos flutuantes, estradas de ferro, andaimes ou outros veículos, vias e equipamentos similares, a menos que tenha sido projetada para este fim.

3.11 Antes da utilização da PTA, o operador deve certificar-se de que:
a) estabilizadores, eixos expansíveis ou outros meios de manter a estabilidade estejam sendo utilizados conforme as recomendações do fabricante;
b) a carga e sua distribuição na estação de trabalho, ou sobre qualquer extensão da plataforma, estejam em conformidade com a capacidade nominal determinada pelo fabricante para a configuração específica;
c) todas as pessoas que estiverem trabalhando no equipamento utilizem dispositivos de proteção contra quedas e outros riscos.

3.11.1 Todas as situações de mau funcionamento e os problemas identificados devem ser corrigidos antes de se colocar o equipamento em funcionamento, devendo o fato ser analisado e registrado em documento específico, de acordo com o item 18.22.11 da NR-18.
3.12 Durante o uso da PTA, o operador deve verificar a área de operação do equipamento, a fim de certificar-se de que:
a) a superfície de operação esteja de acordo com as condições especificadas pelo fabricante e projeto;
b) os obstáculos aéreos tenham sido removidos ou estejam a uma distância adequada, de acordo com o projeto;
c) as distâncias para aproximação segura das linhas de força energizadas e seus componentes sejam respeitadas, de acordo com o projeto;
d) inexistam condições climáticas que indiquem a paralisação das atividades;
e) estejam presentes no local somente as pessoas autorizadas;
f) não existam riscos adicionais de acidentes.
3.13 Todos os trabalhadores na PTA devem utilizar cinto de segurança tipo pára-quedista ligado ao guarda-corpo do equipamento ou a outro dispositivo específico previsto pelo fabricante.
3.14 A capacidade nominal de carga definida pelo fabricante não pode ser ultrapassada em nenhuma hipótese.
3.15 Qualquer alteração no funcionamento da PTA deve ser relatada e reparada antes de se prosseguir com seu uso.
3.16 O operador deve assegurar-se de que não haja pessoas ou equipamentos nas áreas adjacentes à PTA, antes de baixar a estação de trabalho.
3.17 Quando fora de serviço, a PTA deve permanecer recolhida em sua base, desligada e protegida contra acionamento não autorizado.
3.18 As baterias devem ser recarregadas em área ventilada, onde não haja risco de fogo ou explosão.

4 Manutenção
4.1 É responsabilidade do proprietário manter um programa de manutenção preventiva de acordo com as recomendações do fabricante e com o ambiente de uso do equipamento,contemplando, no mínimo:

a) verificação de:
a1. funções e controles de velocidade, descanso e limites de funcionamento;
a2. controles inferiores e superiores;
a3. rede e mecanismos de cabos;
a4. dispositivos de segurança e emergência;
a5. placas, sinais de aviso e controles;

b) ajuste e substituição de peças gastas ou danificadas;
c) lubrificação de partes móveis;
d) inspeção dos elementos do filtro, óleo hidráulico, óleo do motor e de refrigeração;
e) inspeção visual dos componentes estruturais e de outros componentes críticos, tais como elementos de fixação e dispositivos de travamento.
4.1.1 O programa deve ser supervisionado por profissional legalmente habilitado.
4.2 A manutenção deve ser efetuada por pessoa com qualificação específica para a marca e modelo do equipamento.
4.3 Os equipamentos que não forem utilizados por um período superior a três meses devem ser submetidos à manutenção antes do retorno à operação.
4.4 Quando identificadas falhas que coloquem em risco a operação, a PTA deve ser removida de serviço imediatamente até que o reparo necessário seja efetuado.
4.5 O proprietário da PTA deve conservar, por um período de cinco anos, a seguinte documentação:

a) registros de manutenção, contendo:
a1. datas;
a2. deficiências encontradas;
a3. ação corretiva recomendada;
a4. identificação dos responsáveis;

b) registros de todos os reparos realizados, contendo:
b1. a data em que foi realizado cada reparo;
b2. a descrição do trabalho realizado;
b3. identificação dos responsáveis pelo reparo;
b4. identificação dos responsáveis pela liberação para uso.

5 Capacitação
5.1 O operador deve ser capacitado de acordo com o item 18.22.1 da NR-18 e ser treinado no modelo de PTA a ser utilizado, ou em um similar, no seu próprio local de trabalho.
5.2 A capacitação deve contemplar o conteúdo programático estabelecido pelo fabricante, abordando, no mínimo, os princípios básicos de segurança, inspeção e operação, de forma compatível com o equipamento a ser utilizado e com o ambiente esperado.
5.2.1 A comprovação da capacitação deve ser feita por meio de certificado.
5.3 Cabe ao usuário:
a) capacitar sua equipe para a inspeção e a manutenção da PTA, de acordo com as recomendações do fabricante;
b) conservar os registros dos operadores treinados em cada modelo de PTA por um período de cinco anos;
c) orientar os trabalhadores quanto ao uso, carregamento e posicionamento dos materiais na estação de trabalho da PTA.
5.4 O usuário deve impedir a operação da PTA por trabalhador não capacitado.

6 Disposições Finais
6.1 Este Anexo não se aplica às PTA para serviços em instalações elétricas energizadas.
6.2 Os projetos, especificações técnicas e manuais de operação e serviço dos equipamentos importados devem atender ao previsto nas normas técnicas vigentes no país.
6.3. Cabe ao usuário determinar a classificação de perigo de qualquer atmosfera ou localização de acordo com a norma ANSI/NFPA 505 e outras correlatas
6.3.1 Para operação em locais perigosos, o equipamento deve atender ao disposto na norma ANSI/NFPA 505 e outras correlatas.
6.4 A PTA deve ser inspecionada e revisada segundo as exigências do fabricante antes de cada entrega por venda, arrendamento ou locação.
6.5 As instruções de operação do fabricante e a capacitação requerida devem ser fornecidas em cada entrega, seja por venda, arrendamento ou locação.
6.6 Os fornecedores devem manter cópia dos manuais de operação e manutenção.
6.6.1 Os manuais de operação e manutenção são considerados parte integrante do equipamento, devendo ser fornecidos em qualquer locação, arrendamento ou venda e ser mantidos no local de uso do equipamento.
6.7 Os avisos contendo informações de segurança devem ser redigidos em língua portuguesa.

6.8. É vedado:
a) o uso de pranchas, escadas e outros dispositivos que visem atingir maior altura ou distância sobre a PTA;
b) a utilização da PTA como guindaste;
c) a realização de qualquer trabalho sob condições climáticas que exponham trabalhadores a riscos;
d) a operação de equipamento em situações que contrariem as especificações do fabricante quanto a velocidade do ar, inclinação da plataforma em relação ao solo e proximidade a redes de energia elétrica;
e) o uso da PTA para o transporte de trabalhadores e materiais não relacionados aos serviços em execução.

GLOSSÁRIO
Autopropulsão - Capacidade de locomoção por meio de fonte de energia e motor próprios.
Eixo expansível - Eixo provido de rodízios ou esteiras nas extremidades, que permitem sua expansão, com o objetivo de proporcionar estabilidade a um equipamento ou veículo.
Estabilizador - Barra extensível dotada de mecanismo hidráulico, mecânico ou elétrico fixado na estrutura de um equipamento para impedir sua inclinação ou tombamento. Também conhecido por patola.
Botão de parada de emergência - Botão elétrico ou mecânico, localizado em ponto estratégico, que permite interromper o funcionamento de um equipamento em situação de perigo iminente.
Capacidade nominal de carga - Carga máxima admitida para a operação de um equipamento.
Área de operação da PTA - Espaço que compreende a área onde está instalada a base da PTA, incluindo os estabilizadores, acrescida da área sob a lança e a estação de trabalho em todas as posições necessárias à operação. Distância mínima - Distância de segurança necessária para evitar o contato de qualquer parte de um equipamento com outras estruturas.
Nivelamento - Posicionamento de um equipamento em um plano horizontal.
Fornecedor de PTA - Aquele que desenvolve atividade de produção, montagem, importação, distribuição ou comercialização de PTA.
Proprietário da PTA - Aquele que detém o direito de uso, gozo, fruição e disposição do equipamento, por aquisição originária ou derivada.
Locador de PTA - Aquele que se obriga a ceder, por período determinado ou não, o uso e gozo do equipamento, a outro, mediante retribuição.
Usuário da PTA - Aquele que detém a responsabilidade sobre a utilização do equipamento.

Material de apoio [NR; PPT e Roteiro da aula ministrada]
NR 06 [EPI]
ACESSE A NR06
NR07 [SAÚDE OCUPACIONAL]
ACESSE A NR07
NR 11 [TRANSP, ARMAZEN MATERIAIS]
ACESSE A NR11
NR 12 [MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS]
ACESSE A NR12
NR 17 [ERGONOMIA]
ACESSE A NR 17

AULA MINISTRADA [PPT]
ACESSE AS PPT